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Encerramentos conscientes: um princípio ético nas relações de trabalho


Em dezembro, enquanto encerramos mais um ciclo, algo semelhante acontece dentro das organizações: equipes revisam metas, lideranças reavaliam processos, estruturas são ajustadas e vínculos internos passam por reorganizações naturais. Encerrar o ano é, também, encerrar simbolicamente tudo aquilo que precisa ser revisitado para que o próximo período seja mais saudável, mais claro e mais estratégico.

Nesse contexto, encerramentos conscientes deixam de ser apenas uma prática de gestão e se tornam um princípio ético nas relações de trabalho.

Sob o olhar psicológico, fins de ciclo ativam reflexões profundas: o que funcionou, o que sobrecarregou, o que adoeceu silenciosamente? O encerramento, quando conduzido com consciência, permite que líderes e colaboradores nomeiem emoções, validem esforços, celebrem aprendizados e reconheçam limites. É nesse espaço que se previnem tensões, ruídos e desgaste relacional para o ano seguinte.

Do ponto de vista jurídico, especialmente em um cenário no qual a NR-1 exige o gerenciamento dos riscos psicossociais, a forma como a empresa conduz seus encerramentos anuais tem impacto direto na sua responsabilidade organizacional. Falta de clareza, mudanças repentinas sem diálogo, excesso de demandas acumuladas e ausência de hábitos saudáveis de fechamento são fatores que alimentam riscos já reconhecidos pela norma, como má gestão de mudanças, baixa justiça organizacional, sobrecarga e falhas de comunicação.

Encerrar bem o ano, portanto, não é apenas simbólico. É preventivo. É estratégia. E claro, é também um cuidado corporativo com base técnica.

Encerramentos conscientes incluem: • revisão ética dos processos e das cargas de trabalho; • análise dos riscos psicossociais acumulados ao longo do ano; • devolutivas respeitosas e comunicação transparente; • reconhecimento institucional das conquistas e dos esforços; • preparação emocional e organizacional para as mudanças de 2026.

Quando a empresa honra seus encerramentos, ela fortalece cultura, reduz tensões, diminui riscos legais e cria condições emocionais para que as pessoas comecem o próximo ciclo com equilíbrio e segurança.

E talvez este seja o movimento mais importante agora: abrir 2026 com práticas reais de cuidado, prevenção e alinhamento humano-jurídico.

Se a sua organização deseja iniciar o ano com mais clareza, saúde mental e conformidade, estou à disposição para construirmos juntos, de forma integrada, as ações técnicas e humanas que preparam sua equipe para um 2026 mais seguro, saudável e sustentável.


 
 
 

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©2018 by Lorena Bezerra de Souza

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